Esse tipo de afirmação fica bem em concurso de modelo, ou em programas femininos de televisão onde a coisa mais inteligente que aparece é o camarão da receita de vatapá. Fora disso, pega mal e mostra que: 1°. você está repetindo (às vezes sem saber) o preconceito, altamente generalizado, de que toda feminista é homossexual; 2°. está por fora de coisas essenciais que o movimento feminista conquistou para a sua vida de mulher.
Se as mulheres não tivessem nunca batalhado para melhorar sua situação, ninguém hoje falaria em direitos iguais, em salários idêntico para homens e mulheres, em divisão do serviço doméstico, em creches, em orgasmo, em prazer. Ainda estaríamos no tempo em que lugar de mulher era na cozinha, obedecendo ao marido e suportando tudo (inclusive agressões físicas, porque as Delegacias da Mulher nem existiriam).
Houve evidentemente exageros nessa trajetória de lutas, mas você conhece algum movimento social significativo que não tenha tido seus excessos? Eles não eliminam ou diminuem a importância a briga. São apenas elementos dela.
Além disso, muitos radicalismos foram reformulados pelas próprias feministas com o passar do tempo. Nenhuma delas, por exemplo, acha hoje que é preciso lutar contra os homens ou continua queimando sutiãs em praça pública (aliás, os sempre citados sutiãs foram queimados numa passeata nos Estados Unidos, uma única vez, em 1965, mas se fala disso como se tivesse acontecido ontem). Também não é verdade que as feministas tenham aconselhado as mulheres a sairem por aí transando com todo mundo. Esse tipo de propaganda, na realidade, não esconde seu tom moralista, respaldado na velha idéia de que a mulher precisa ser controlada.
Lembre, portanto, que quando você está reclamando com o seu namorado que tem tanto direito às coisas boas da vida quanto ele, está simplesmente fazendo valer algumas conquistas pelas quais as feministas vêem batalhando há muito tempo. Você também pertence a esse time e, queira ou não, vai ter que brigar, como elas, para conseguir o que quer. Aliás, vai ter hoje que brigar um pouco menos - exatamente porque elas existiram.
Autora: Laís Tapajós, do livro Desencana que a vida engana.
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Minha opnião é essa: SOU FEMININA, sim, me dando o amor próprio que mereço com um toque FEMINISTA [julguem como quiser]. Acho muito radical envolverem homossexualismo nisso, no meu caso vai tomando caminho oposto sendo que sou casada e tenhu uma filha linda e estou muito aí para o marco que deixamos na história. Quem quiser conferir sobre a história feminina [recomendadíssimo!] visita o post "É duro ser mulher moderna" no blog Nirvana Mental.
Agradecendo desde já à amiga @evefcardoso. Ela, na falta do amigo Máximo Alves [que tomou doril] nos passou por e-mail e me ajuda a enriquecer minhas idéias. Bjus, Evelise [sempre te menciono!]

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